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Como o seu DNA pode favorecer seus resultados na academia

O DNA influencia várias características relacionadas a performance esportiva. Mas será que isso é fator determinante para se ter um corpo perfeito?

A relação entre DNA e performance física é antiga.

Há muito tempo as pessoas falam que “fulano tem o shape insano porque tem uma genética favorável”, “beltrano não emagrece porque a genética dele é ruim” e assim por diante.

De fato, os fatores genéticos influenciam várias características relacionadas a performance esportiva. Mas será que isso é fator determinante para se ter um corpo perfeito?

Como a genética pode ajudar (ou dificultar) os marombas a atingir seus objetivos na academia?

Genética e esporte

O ponto principal não é se existe um componente genético que garanta (ou facilite) uma performance de alto rendimento ou que o treino deve ter foco em resistência ou força, mas sim como os perfis genéticos contribuem para o desempenho de elite.

Especialistas afirmam que cerca de 66% da variabilidade da performance atlética pode ser explicada por fatores genéticos aditivos, ou seja, a combinação de diferentes genes envolvidos com o metabolismo e todas as vias relacionadas ao exercício.

O restante dessa variação é explicado por fatores ambientais.

As variações na sequência de DNA em genes relevantes têm sido associadas com o desempenho atlético: capacidade de resistência, desempenho muscular, susceptibilidade a lesões, composição de massa de um organismo, e de aptidão psicológica.

Em resumo, sim… o DNA tem forte influência em como seu corpo vai reagir e se comportar durante e após os exercícios.

Isso não significa que exista um DNA “ruim”. O ponto é que o DNA pode ser um diferencial a favor do atleta e, independente disso, que os genes devem ser considerados na hora de montar um treino ou uma dieta, por exemplo.

O DNA a seu favor

Os avanços recentes sobre o assunto abriram caminho para uma nova abordagem da performance, que passa a ser personalizada e de precisão.

O DNA desempenha um papel importante na determinação do desempenho atlético e conhecimento de vantagens e barreiras individuais. Por isso, os resultados tendem a ser muito melhores, mais efetivos e rápidos.

Atualmente, existem 3 aspectos principais da performance esportiva que já pode ser auxiliados pelo estudo da genética:

  • Determinação da modalidade: genes como o ACTN3, por exemplo, estão associados a aptidão para exercícios de força ou de resistência.
  • Nutrição: A nutrigenômica permite uma dieta individualizada, com base nos genes, realizando um ajuste fino e aumentando o potencial esportivo. Um exemplo são os genes envolvidos na absorção de vitaminas: certos indivíduos têm tendência genética à deficiência e necessitam de suplementação diferenciada.
  • Monitoramento de lesões: existem variantes genéticas associadas à uma maior predisposição à lesões. Com essa informação o preparo do atleta também passa a ser individualizado, com o objetivo de prevenir a ocorrência dessas lesões.

Assim, é possível usar o seu DNA para direcionar seus treinos e sua alimentação de acordo com as aptidões do seu corpo e organismo, o que tende a melhorar e acelerar os resultados.

Por exemplo, se seu código genético indica que seu corpo vai reagir melhor a treinos de força, porque se dedicar à resistência?

Na verdade, o exemplo genérico citado acima é apenas um entre milhares. O fato é que o seu DNA pode permitir um direcionamento com base naquilo que terá resultados garantidos, e eles serão muito mais rápidos.

Como usar

Médicos e educadores físicos têm se especializado cada vez mais nesse assunto.

No caso da alimentação, por exemplo, é possível encontrar no Brasil diversos nutrólogos e nutricionistas capazes de aplicar conceitos de nutrigenômica e nutrigenética para desenvolver uma dieta específica para o seu DNA.

O treino, com educadores físicos, fisioterapeutas e outros especialistas, também.

E já existem, inclusive, produtos que garantem o “pacote completo”. É o caso, por exemplo, do Anabolic Genes e do Fitness Genes.

Em ambos, você envia uma coleta de saliva para a análise de DNA e recebe em troca um relatório completo sobre seu código genético, além de treino e dieta personalizados.

Nenhum dos dois produtos é brasileiro, o que implica em longas esperas para receber o kit e enviar a saliva para análise em laboratório.

De qualquer forma, a existência deles é a prova de que o assunto ganha força e importância a cada dia e, muito possivelmente, em breve ninguém treinará sem as informações sobre o DNA para um treino e uma dieta realmente individualizados.

Para quem quiser arriscar e comprar um desses produtos – o que não é uma má ideia – deixamos apenas uma dica: converse com médicos, nutricionistas (ou nutrólogos) e educadores físicos brasileiros antes de sair fazendo treinos e dietas novas.

O futuro chegou.

Com informações do site Eu Atleta

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