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Travesseiro: o acessório que pode arruinar (ou alavancar) seu treino

Você sabia que negligenciar o principal acessório da hora de dormir pode estragar sua performance e seus ganhos? Saiba mais sobre seu travesseiro!

Se você treina pesado, sabe que o descanso é tão importante quanto o treino e a dieta para você ter ganhos significativos. E, entre as várias ferramentas para otimizar o seu descanso e melhorar seus resultados, existe uma cuja importância e eficácia é insuperável: o travesseiro.

Sim, é isso mesmo que você leu. Nada é mais importante para um bom descanso e um bom processo de recuperação muscular do que o travesseiro.

Rolo de espuma (foam roller), massagens, alongamentos e até o colchão também são importantes, mas nada disso vai te ajudar se o seu travesseiro for ruim.

“Mesmo que você durma num colchão de 150 mil reais, se você não tiver um bom travesseiro vai ter uma noite de sono ruim”, diz o médico PhD James B. Mass, autor do livro “Sleep for Success!”. “E é evidente que tudo aquilo que afeta o seu corpo e a sua mente em termos de qualidade do sono, vai afetar também sua performance atlética”, afirma.

Os sintomas causados por um travesseiro de má qualidade – dor na coluna, torcicolo, dores de cabeça, etc. – não apenas vão atrapalhar seu desempenho nos treinos, como sua rotina de forma geral.

É comum que isso ocasione piora nos reflexos motores, diminuição do estado de alerta e da capacidade de concentração, dificuldade para movimentar o corpo, entre vários outros problemas.

A dificuldade com relação aos travesseiros é que escolher um não é das tarefas mais simples. “Eu costumo dizer que a escolha do travesseiro depende da posição que você dorme”, diz o médico W. Christopher Winter, diretor do Centro de Medicina do Sono Martha Jefferson, na Virginia (EUA).

Por exemplo: você dorme de bruços, de lado ou com a barriga para cima? Aqueles que dormem de lado – que são a maioria das pessoas – devem buscar um travesseiro maior, que ofereça mais apoio, para não ter que usar dois ao mesmo tempo.

Já os que dormem de bruços ou com a barriga para cima precisam buscar travesseiros um pouco mais macios, para que a cabeça fique numa posição mais adequada.

Além disso, é importante ficar atento ao estado do seu travesseiro – porque mesmo que ele seja o travesseiro adequado, precisa ser trocado na frequência correta.

Segundo Maas, “se você dobrar seu travesseiro ao meio e ele não voltar à forma original no mesmo instante, você tem um travesseiro ‘morto'”.

Se for esse o caso, ou se você tiver que trocar o seu travesseiro por qualquer outro motivo, essas são algumas coisas que você precisa prestar atenção:

qualidade do sono

Custo-benefício do travesseiro

Travesseiros podem custar centenas ou milhares de reais e, na maioria dos casos, isso está relacionado sim à qualidade.

Por exemplo, um travesseiro de penas de ganso selecionadas pode custar caro, mas durarão incrivelmente mais do que travesseiros de plumas sintéticas. Isso se aplica também às outras composições.

É claro que você não deve comprar o travesseiro mais caro que encontrar. O segredo está no custo-benefício. Um travesseiro muito barato, por exemplo, não tem uma boa relação custo-benefício.

Em primeiro lugar, porque ele vai durar pouquíssimo tempo e logo você precisará gastar de novo. Depois porque, obviamente, ele não possibilitará o sono mais adequado.

Procure o equilíbrio entre preço e benefícios. Você não precisa do produto mais caro, mas igualmente deve fugir dos mais baratos.

Opte pelo ‘anti-tudo’

Anti-alérgico, anti-bacteriano, anti-microbiano. Travesseiro não é algo que deve ser lavado com frequência (porque isso estraga o acessório) e, por isso, vive cheio de ácaros, poeira e outras coisas que podem atrapalhar sua saúde e seu sono.

Por isso, os travesseiros com proteções contra microorganismos são sempre uma boa opção, especialmente para pessoas que sofrem com alergias, rinite e afins.

E, claro, lembre-se de trocar semanalmente as fronhas e, se possível, também a capa que protege o “recheio” do seu travesseiro.

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Considere a temperatura corporal

Segundo Winter, atletas tendem a dormir com a temperatura corporal mais elevada. Isso significa que travesseiros de espuma com “memória” (que mantém a forma após sofrer pressão) – como os travesseiros de viscoelástico ou “espuma da Nasa” – não são a melhor opção, porque são pesados e quentes.

Se você gosta deste tipo de travesseiro, o ideal é procurar as versões de ou com gel, que têm textura parecida, mas são muito mais leves e frescos.

Os travesseiros de casca de trigo sarraceno são uma boa opção para isso, pois não retém calor e se mantém sempre mais frios – no entanto, são mais rígidos, o que desagrada à muitas pessoas.

Teste antes de comprar

E testar é muito mais do que abraçar ou apertar com a ponta dos dedos. Se você estiver numa loja especializada, certamente haverá colchões em exposição nos quais você poderá deitar alguns minutos para testar o produto antes de comprar.

O ideal é deitar por pelo menos cinco minutos com o travesseiro, pois é esse o tempo médio para você se arrumar na posição adequada e também para o produto se adaptar ao seu corpo.

Se for comprar pela internet, procure referências e avaliações de outras pessoas que compraram o produto, analise as medidas e, se possível, faça testes online como este para descobrir o modelo ideal para você.

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Como falamos no começo deste post, escolher um travesseiro não é uma tarefa das mais fáceis. Aqui, mostramos algumas dicas, mas a missão é muito mais complexa do que pensar no material ou no preço. Teste, experimente, pense bem antes de comprar.

E, claro, avalie o seu travesseiro atual para saber se ele não está prejudicando o seu sono. Isso vai atrapalhar não apenas no processo de recuperação muscular, como na sua performance no dia seguinte!

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